Michel Temer luta desesperadamente resistir à frente da Presidência do Brasil, mas o cerco policial e judiciária contra ele não deixa de reforçar. Enquanto Temer, tentando dar a sensação de normalidade, viking uma viagem oficial à Rússia e a Noruega, a Polícia Federal entregou à Justiça um relatório em que avalia a existência de indícios de que o presidente está envolvido na cobrança de propinas http://www.viejasfollando.xxx/videos-viejas-desnudas/. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara agora a denúncia que apresentará nos próximos dias para solicitar a imputação formal de Temer.

O relatório da polícia confirma os detalhes do que já havia antecipado o próprio fiscal Janot a partir da confissão premiada do presidente do império das carnes JBS, Joesley Batista, que fez graves acusações de corrupção contra Temer. A prova principal de cargo é a atuação do que já é conhecido popularmente no Brasil como “o deputado da mala”. Esse parlamentar, agora na prisão, Rodrigo Rocha Loures, era uma pessoa de total confiança de Temer. Em uma conversa do presidente com Batista, gravado por este sub-repticiamente, Temer diz ao empresário que o seu interlocutor para obter favores do Governo seria o deputado Rocha Loures. Dias depois, ele foi filmado pela polícia, saindo de uma pizzaria de São Paulo com uma mala que foi 500.000 reais -cerca de 150.000 euros, entregues por um emissário de Batista. Os executivos da companhia acrescentam uma acusação surpreendente: asseguram-se de que o pacto consistia em desembolsar essa quantia semanalmente, durante 25 anos.

Uma gravação comprometedora

O procurador Janot está à espera de que uma perícia endossa a gravação feita pelo empregador durante o encontro com Temer na residência oficial, no passado dia 7 de março, e da qual também se extrai indícios de um crime de obstrução da justiça por parte do presidente. Em um momento da conversa, Batista relata Temer que está a tentar “amarrar dois juízes” e o chefe do Estado responde: “Lindo, lindo”.

O dono do império da carne tornou-se um pesadelo para o presidente. Em uma entrevista publicada no domingo pela revista Época, qualificou a Temer como “o chefe da maior quadrilha de assaltantes do Brasil”. Antes de sair para a Rússia, o presidente apresentou uma queixa judicial contra o empresário por difamação. Mas nesta terça-feira, enquanto se encontrava com Putin, um juiz rejeitou processar o pedido com o argumento de que Batista é um colaborador da justiça e que as acusações devem ser verificadas dentro do processo judicial que já está aberto.

Investigação ao Congresso

Provavelmente, na próxima semana, o procurador Janot fará efetiva a denúncia e o processo entra, então, no terreno político. Compete ao Congresso nacional autorizar a abertura de investigação ao presidente. Se os parlamentares dessem luz verde ao pedido, Temer seria afastado do cargo durante seis meses, em um processo semelhante ao que terminou o ano passado com a demissão do anterior presidente, Dilma Rousseff. Mas o território do Congresso apresenta-se bastante favorável a Temer. A lei exige que a solcitud do fiscal conte com o apoio de ao menos dois terços dos parlamentares. E uma parte considerável deles está também ameaçado em processos judiciais por corrupção.